Minha participação no CONTEA UNILOGOS 2026 ganha destaque na mídia

Uma trajetória entre ciência, neurodivergência, experiência vivida e compromisso com as famílias atípicas

É com muita gratidão que compartilho uma conquista importante da minha trajetória: minha participação no CONTEA UNILOGOS 2026 – Congresso Internacional de Autismo foi destaque em uma reportagem publicada no site Celebridades Vips.
O congresso, realizado entre os dias 2 e 4 de abril de 2026, em formato on-line, gratuito e com certificação, reuniu pesquisadores, profissionais da saúde, educadores, familiares e pessoas autistas em torno de um objetivo comum: ampliar o entendimento científico do autismo e transformar conhecimento em ações concretas de cuidado, acolhimento e inclusão.
Dentro desse contexto, tive a honra de contribuir com minha visão sobre o autismo, a neurodivergência e a necessidade de uma abordagem mais ampla, integrativa e humanizada do neurodesenvolvimento.
Uma trajetória construída entre ciência e vida real
Minha relação com o tema do autismo não começou apenas na academia. Ela nasceu dentro da minha própria casa, a partir da minha vivência como mãe de uma filha com síndrome de Down e autismo.
Foi essa experiência que me levou a aprofundar meus estudos em genética, epigenética, neurociência moderna e neurodivergência, buscando respostas mais consistentes, humanas e cientificamente fundamentadas para compreender o desenvolvimento infantil e ajudar não apenas minha filha, mas também outras famílias.
Ao longo dos últimos anos, essa caminhada se transformou em produção científica, orientação a famílias, pesquisa independente e também em livros, como:
Guia para Família Atípica – Volume 1 Guia para Família Atípica – Volume 2: Autismo
Um novo olhar sobre o autismo
Um dos pontos centrais que levei ao congresso foi a defesa de uma mudança de paradigma.
Durante muito tempo, o autismo foi interpretado quase exclusivamente sob uma lógica de déficit. Hoje, a ciência contemporânea aponta para uma compreensão muito mais complexa: o TEA envolve bases poligênicas, modulação epigenética, conectividade neural distribuída e trajetórias singulares de desenvolvimento.
Isso significa que não estamos falando de um cérebro “defeituoso”, mas de um cérebro com organização própria, com modos diferentes de processamento, adaptação e interação com o mundo.
Esse olhar tem impacto direto na prática clínica, nas políticas públicas, na educação e na forma como a sociedade acolhe pessoas neurodivergentes.
Inclusão não é apenas presença
Outro ponto essencial debatido foi a diferença entre integração e inclusão.
Incluir não é apenas colocar a pessoa autista em um espaço já pronto e exigir que ela se adapte. Inclusão verdadeira exige mudança do ambiente, das relações, das estruturas e dos sistemas.
Defendo profundamente que a neurodiversidade precisa ser compreendida como parte constitutiva da condição humana. E isso exige uma sociedade mais preparada, mais sensível e mais alinhada à ciência atual.
O cuidado precisa ser integrativo
Também destaquei a importância de um modelo de cuidado que vá além de terapias isoladas.
O desenvolvimento de pessoas autistas exige articulação entre:
família escola terapeutas profissionais da saúde suporte emocional aos cuidadores políticas públicas efetivas
Não existe avanço real quando o cuidado é fragmentado. O futuro do acompanhamento em autismo depende de sistemas interligados, personalizados e contínuos.
Gratidão à UniLogos
Agradeço à UniLogos University International pela oportunidade de participar desse espaço internacional de diálogo científico e pela valorização de uma abordagem que une rigor técnico, experiência prática e compromisso social.
Como mestranda em Neurociência pela instituição, fico feliz em contribuir para um debate que não se limita à teoria, mas busca transformar vidas de forma concreta.
Uma missão que continua
Receber esse destaque na mídia representa mais do que reconhecimento. Representa a confirmação de que ciência, experiência vivida e propósito podem caminhar juntos.
Sigo comprometida com a construção de uma visão cada vez mais moderna, ética, inclusiva e biologicamente fundamentada sobre o autismo e as neurodivergências.
Meu desejo é que esse conhecimento continue chegando às famílias, aos profissionais, às escolas, aos serviços de saúde e às políticas públicas.
Porque compreender melhor o autismo é também construir uma sociedade melhor para todos.
Leia a reportagem completa
A reportagem completa pode ser acessada no link abaixo:
CONTEA UNILOGOS 2026: um palco global para o debate sobre autismo sob a visão da Dra. Patricia Sambati